CDB: o que é, como funciona e quanto rende
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido por bancos. Ao investir em um CDB, você está emprestando dinheiro para a instituição financeira e, em troca, recebe juros sobre o valor aplicado.
Como funciona o CDB
O CDB é um dos investimentos mais simples e acessíveis do mercado. Quando você aplica em um CDB, o banco utiliza esse recurso para conceder empréstimos a outros clientes. Em contrapartida, o banco paga juros a você, que são a sua rentabilidade.
Cada CDB possui um prazo de vencimento. Alguns oferecem liquidez diária (você pode resgatar a qualquer momento), enquanto outros exigem que o dinheiro fique aplicado até a data de vencimento. Em geral, quanto maior o prazo, maior a rentabilidade oferecida.
O rendimento do CDB é frequentemente expresso como um percentual do CDI. Por exemplo, um CDB que paga 110% do CDI vai render 10% a mais que a taxa interbancária de referência.
Tipos de CDB
- CDB pós-fixado: a rentabilidade acompanha um indicador, geralmente o CDI. É o tipo mais comum. Exemplo: CDB a 100% do CDI.
- CDB prefixado: a taxa de juros é definida no momento da aplicação. Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento. Exemplo: CDB a 12,5% ao ano.
- CDB atrelado à inflação: rende uma taxa fixa mais a variação do IPCA. Protege o poder de compra do investidor. Exemplo: IPCA + 6% ao ano.
Tributação
O CDB é tributado pelo Imposto de Renda na fonte, seguindo a tabela regressiva de renda fixa:
- Até 180 dias: 22,5%
- De 181 a 360 dias: 20%
- De 361 a 720 dias: 17,5%
- Acima de 720 dias: 15%
O imposto incide apenas sobre o lucro (rendimento), não sobre o valor total investido. Para resgates em menos de 30 dias, também há cobrança de IOF sobre o rendimento.
Compare sempre a rentabilidade líquida (após IR) do CDB com investimentos isentos como LCI e LCA. Às vezes, um CDB que paga 110% do CDI pode render menos que uma LCI a 90% do CDI, dependendo do prazo.
CDB é seguro?
Sim, o CDB é considerado um investimento seguro por dois motivos. Primeiro, ele é coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até o limite de R$ 250 mil por CPF por conglomerado financeiro. Segundo, ele é regulado pelo Banco Central do Brasil.
Entretanto, é importante verificar a saúde financeira da instituição emissora. Bancos menores costumam oferecer taxas mais atrativas, mas apresentam maior risco de crédito. Avaliar o Índice de Basiléia e outros indicadores financeiros ajuda a tomar uma decisão mais segura.